Não há pressa!

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Você deve se perguntar o porquê te olho tanto. Eu queria ter respostas. Ser direta e amável. Mas não consigo. Devo te olhar tanto para guardar sua imagem pelo resto dos meus dias. Mas também devo te olhar esperançosa de que um dia estaremos à sós, eu e você, vivendo sob o mesmo teto, compartilhando cada milésimo de ações que faremos. Pensando bem, devo te olhar por adorar o seu sorriso, por ser apaixonada pelo seu rosto ou, simplesmente, por estar sempre procurando o que me faz sentir esse amor por você.
Meus olhos enxergam a metade que fora tirada de mim ao surgir no mundo, mostra minha outra face que só há uma combinação, aquela peça que se encaixa perfeitamente no meu quebra-cabeça. Mostra-me o significado do amor mútuo.
Tira-me da realidade por alguns instantes e me devolve ao real achando a vida o melhor dos presentes.
Sofro por não te ter a todo momento, mas sou feliz quando te tenho por breves segundos de sonhos.

Você = Meu motivo de viver

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Quando te vi passando pela porta do quarto me senti uma criança recebendo o presente que tanto queria sabe?
Aquela sensação de estar a sós com você outra vez explodia dentro de mim e tentava sair por meus olhos em forma de brilho. Naquele instante consegui entender o que atormentava meu coração quando não tinha você ao meu lado. Era que não poder te tocar reprimia o meu desejo me deixando com mais vontade de te ter! Poder sentir você de novo sem me preocupar com o redor me fez feliz outra vez.
Por dentro, antes, estava tudo tão sem cor e de uma hora para outra tudo se coloriu. Por algum momento me senti capaz de ter qualquer ação.
Por mim passaria o dia só te olhando como forma de vingar todo o tempo perdido.
Tocar seus lábios outra vez foi o jeito mais simples de te mostrar que estarei sempre ao seu lado seja o que for, seja o que disserem.
Fazia tempo que não me sentia como uma criança a receber seu doce preferido.
O sentimento de perda é o pior possível e eu senti isso em relação a você. Abracei-te forte com medo de sentir o mesmo outra vez e te ter naquele momento me fez a pessoa mais feliz do mundo. E tudo poderia acabar ali mesmo, eu estaria completa. Estaria com você e isso basta!

Volta!

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Então me responda! O que aconteceu com as promessas de nunca me deixar? Eram apenas alusões ao que realmente queria fazer?
Meu peito, nesse instante, abre um buraco, pois sinto ser arrancada de mim a maior parte do meu ser!
Pedir-te que não vá é apenas um detalhe, me atender seria a minha felicidade infinita, pois te quero comigo por tempo máximo!
Estar sentindo o que passa em meu coração é sinônimo dos apaixonados!
Vem pra mim, me abrace daquela forma em que eu possa sentir sua pele arrepiar sob a minha. Me toque como se fosse a ultima vez. Beije-me sentindo cada milímetro dos meus lábios e, então, clame pela minha presença como cada espaço do meu corpo tenta expulsar tua ausência.

Iguais!

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Sempre queremos ser diferentes em tudo. Não há problema nisso. De certa forma, evoluímos assim. Querer ir contra a sociedade, achando que assim nos tornamos superiores, sempre foi à fuga de muitos jovens. Tentamos saber de tudo, ter respostas para tudo, “cara” para tudo, mas somos fracos, somos sensíveis, somos ridículos ao ponto de não aceitarmos sermos iguais aos outros. Ao final somos todos auto-suficientes, prepotentes!
Na verdade somos apenas exagerados, adoramos amores inventados, nos jogamos aos pés de quem seja. Largamos tudo por esse alguém, fazemos até as coisas mais banais, porque, simplesmente, somos românticos anônimos e naquele instante fazemos tudo ou nunca mais!

Melodias

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Gritaram lá da sala, mas tudo bem: - Hey, eu já entendi! Ah, era só mais uma das reclamações de mãe. O problema é que ela me repreendia por um assunto do qual, na verdade, era outro. O que ela achava ser era relevante e comum. Ela me chamava atenção apenas pelo som bastante alto, mas aquilo não era o que parecia ser!
O meu “hobbie” titular nunca foi apreciar sons melódicos, o que me trazia ali era o que eu sentia.
O meu desespero era de como conviver com a culpa de tirar a memória de algo.
Ela não sabia, mas eu estava a cometer um crime em meu quarto. Coloquei exércitos um contra o outro. Lutavam entre si: som e silêncio. Minhas respostas e eu. Aquele desconcerto partia apenas de mim.
Em um momento, encostei-me contra a parede e, em um gesto grotesco, fui tentar calar-me enforcando minhas respostas com música!

Contentamento!

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Sabe, só o fato de estar ao seu lado é bom para mim, mas já não é o bastante. Entenda! Eu preciso de você 25 horas por dia! Eu sinto sua falta mesmo que tenha 1 segundo que desligamos o celular. Estou dependente de você mais do que esperava. Isso me deixa preocupada. Meu mundo explode apenas em sonhar em pensar em te perder! E se você me deixar? Avise-me antes! Por quê? Não sei. Vai ver é desculpa para pensar em você, mesmo que em sofrimento, mesmo que em silêncio.
Se escrevo, que ousadias tu tens de ainda perguntar em que penso? Mentes para mim se disser ser novidade que eu diga que mais alguma coisa ocupa meus pensamentos, ultimamente, além de você!
E se eu disser que te amo, agora, eu minto! Eu não te amo! Não é assim que se chama o que eu sinto. Duvido que já tenham inventado um nome para isso! É indescritível! Se tentar deixar claro, o máximo que conseguiria era jogar a culpa em um terrível emaranhado de palavras que se prendem em minha garganta! Por medo de saírem? Creio que não. Só não há horas suficientes no dia para que sejam expressadas!

Pesadelo.

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Sim, naquele exato momento eu estava ali, parada, no meio da ponte mais movimentada da cidade, enquanto você dormia.
O que eu enxergava fora de mim eram apenas vultos, e por dentro apenas um rosto ocupava os meus pensamentos.
Encostada na proteção da beira daquela ponte eu contava as estrelas, a brisa do lago roçava o meu rosto e suspirava segredos em meus ouvidos.
Era uma noite fria e eu desejava estar sendo aquecida por teu corpo, mas não! A única coisa quente era aquele velho blusão preto que ainda era maior que eu!
O que você estava sonhando? Você estava bem aquecido? Dormia bem? Eram perguntas frequentes na minha cabeça.
Angustiava-me saber que eu já não habitava a sua mente e que o seu amor já pertencia a outra.
Durante algum tempo permaneci naquele mesmo lugar, quando me dei conta, ouvi o alarme soar, eram 06h50min da manhã, meu pesadelo acabara de ser interrompido, ufa! Eu ainda era frequentadora de seus pensamentos e o seu coração era todo meu!